Muitos pacientes com fibromialgia também sofrem de fadiga, sono excessivo, dores de cabeça e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Curiosamente, apesar da riqueza de sintomas, não há alterações detectáveis nos exames laboratoriais nem nos exames de imagem, como radiografias, ultrassonografia, tomografias, etc. Além da dor, mais nada é detectado através do exame físico do paciente com fibromialgia. Biópsias realizadas nos músculos, tendões e ligamentos nada revelam, não há sinais de inflamação, não há lesões e muito menos alterações estruturais.
As atuais
teorias sugerem uma alteração nas áreas cerebrais responsáveis pela percepção
da dor. O cérebro dos pacientes com fibromialgia parece ser excessivamente
sensível aos estímulos dolorosos. Isso significa que estímulos
indolores para a maioria das pessoas são interpretados como dor pelo cérebro do
paciente fibromiálgico.
Exames
radiológicos mais modernos, ainda pouco usados na prática médica do dia-a-dia,
conseguiram demonstrar que pacientes com fibromialgia apresentam sinais
precoces de envelhecimento do cérebro, com redução da área cinzenta (local do
cérebro onde ficam os neurônios). Estas alterações podem justificam uma
exagerada interpretação do cérebro aos estímulos externos.
A
fibromialgia é seis vezes mais comum em mulheres e a sua prevalência aumenta
conforme a idade. Cerca de 2% da população jovem e 8% da população idosa são
portadores desta doença. A maior parte dos casos de fibromialgia inicia-se
entre os 30 e 55 anos.
Em 50% dos
casos os sintomas iniciam-se após um evento pontual, tal como um estresse
físico ou psicológico. Nos outros 50% não se consegue detectar nenhum gatilho
para o surgimento dos sintomas. Pessoas com história familiar positiva
apresentam 8 vezes mais chances de ter fibromialgia que o resto da população, o
que sugere fortemente uma causa genética.
Sintomas da
fibromialgia
Quando
questionados aonde dói, muitos respondem: dói tudo. São dores constantes, que
pioram ao toque. O paciente com fibromialgia tem um limiar para dor mais baixo,
isto é, estímulos dolorosos de intensidade igual são muito mais sentidos por
quem tem a doença.
Um dos
critérios para o diagnóstico da fibromialgia é a dor a palpação em pelo menos
11 dos 18 pontos sensíveis ilustrados abaixo.
Outra
descrição comum para os sintomas da fibromialgia é a de sensação de estar com
uma forte gripe que não passa, causando dor no corpo, mal estar, dor de cabeça
e astenia.
Além da dor
difusa, a fadiga é outro sintoma frequentemente presente no paciente
fibromiálgico. O cansaço é mais forte de manhã, logo que o paciente acorda, mas
também pode ser bastante incômodo no final da tarde. A fadiga matinal ocorre
mesmo que o paciente tenha dormido mais de 10 horas durante a noite. A sensação
é de um sono não revitalizante. Na verdade, uma das características da
fibromialgia é o sono leve. Os pacientes acordam com frequência durante a
madrugada e têm dificuldade em voltar a dormir. Alguns trabalhos mostram que
esses pacientes não conseguem se manter no estágio 4 do sono, que é o do sono
profundo, também conhecido como sono restaurador.
O
fibromiálgico passa o dia sentindo uma completa falta de energia, com sensação
de pernas e braços pesados e dificuldade de concentração, denominada pelos
pacientes como "cérebro cansado". É muito comum a associação da
fibromialgia com a síndrome da fadiga crônica.

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